
Pará e Amapá: A maior extensão de florestas tropicais protegidas do Platô das Guianas
O Brasil detém a maior porção da Reserva da Biosfera Norte da Amazônia-Platô das Guianas, com aproximadamente 230 mil quilômetros quadrados de áreas protegidas distribuídas entre os estados do Pará e Amapá.
Esta região representa um dos últimos grandes blocos contínuos de floresta tropical primária do planeta, abrigando uma biodiversidade excepcional e populações indígenas que habitam esses territórios há milênios.
Das maiores unidades de conservação da Amazônia estão aqui: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (38.651 km²), a Estação Ecológica do Grão-Pará (42.458 km²) e extensas florestas estaduais que formam um mosaico de proteção sem precedentes.



Maior parque nacional do Brasil e maior área protegida de floresta tropical contínua do mundo. Limita-se ao norte com Guiana Francesa e Suriname.

Maior estação ecológica do Brasil, criada para preservação integral da biodiversidade e pesquisa científica no norte do Pará.

Extensa floresta estadual que integra o mosaico de áreas protegidas, essencial para conectividade ecológica e conservação.

Protege importantes bacias hidrográficas e conecta diversas unidades de conservação no norte paraense.

Habitada pelos povos Aparai, Wayana e Wajãpi. Uma das maiores terras indígenas da região, com floresta pristina.

Terra indígena no noroeste do Amapá, habitada pelo povo Wajãpi, reconhecida pela UNESCO por suas práticas culturais.
O norte do Pará abriga as maiores unidades de conservação criadas em 2006, formando um mosaico estratégico com mais de 140 mil km² de florestas protegidas. A região integra cinco FLOTAs, duas unidades federais e múltiplas terras indígenas.
Destaque para a Estação Ecológica Grão-Pará, maior do Brasil, e as extensas florestas estaduais que conectam o mosaico de áreas protegidas, garantindo corredores ecológicos essenciais.
O Amapá possui o maior parque nacional do Brasil, o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, que sozinho representa 38.651 km². O estado é localizado estrategicamente no Platô das Guianas, fazendo fronteira com a Guiana Francesa.
Possui mais de 70% de seu território em áreas protegidas, incluindo terras indígenas no extremo norte (Oiapoque, Galibi, Waiãpi) e o Parque Nacional que se conecta com áreas protegidas transfronteiriças.
A porção brasileira do Platô das Guianas representa um dos últimos refúgios de biodiversidade pristina na Amazônia. A região abriga milhares de espécies endêmicas, muitas ainda desconhecidas pela ciência.
Os ecossistemas variam desde florestas de terra firme até formações rupestres nos topos das montanhas do Tumucumaque, criando uma diversidade de habitats única. Estudos recentes documentaram novas espécies de aves, anfíbios, répteis e plantas.
A conectividade ecológica entre as áreas protegidas garante a manutenção de populações viáveis de grandes mamíferos como onças-pintadas, antas e primatas, além de funcionar como importante corredor para espécies migratórias.


Mais de 10 povos indígenas habitam a região brasileira do Platô das Guianas, incluindo os Wajãpi, Aparai, Wayana, Tiriyó, Katxuyana, Zo\'é, Galibi, Palikur e Karipuna.
Essas comunidades mantêm conhecimentos milenares sobre a floresta, suas plantas medicinais, ciclos ecológicos e práticas sustentáveis de manejo. O povo Wajãpi teve sua tradição oral e expressões gráficas reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2003.
As terras indígenas da região somam mais de 100 mil km² e são fundamentais para a conservação da biodiversidade. Estudos demonstram que territórios sob gestão indígena apresentam as menores taxas de desmatamento da Amazônia.
Instituto Socioambiental (ISA), “Acervo fotográfico e videográfico do ISA”, disponível em: https://imagens.socioambiental.org.